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Macapá, Amapá, Brazil
Bem-vindos ao blog do Coletivo Psicodélico!Aqui vocês podem acompanhar um pouco dos nossos trabalhos experimentais voltados para as diversas vertentes que permeiam as Artes Visuais,discutindo,refletindo, questionando, e trocando idéias entre os produtores do ramo,apreciadores e aqueles que tem afinidade com o mesmo,podendo trocar idéias baseadas em obras desenvolvidas dentro da vídeoarte, performance, fotografia e instalação, e o que tem predominado no blog: Os escritos cotidianos... Sintam-se á vontade para criticar e sugerir, estamos aqui pra isso, e somos assim, eternas aprendizes. Abraços de Emmi Barbosa, Fiama Glíssia e MAPIGE, as pisicodélicas que fazem parte desse coletivo.

sábado, 16 de julho de 2011

Céu!!!

Tem dias que eu nem se quer olho para os lados, ou para qualquer lugar que não seja o chão ao qual preciso pisar para dar meus longos e exaustivos passos, pena que isso não acontece só comigo. Pois todos os dias milhares de pessoas nem se quer nota uma árvore dando fruto. É triste, mas é como nos encontramos hoje; eu já fui muito fechada e evitava notar o que acontecia ao meu redor, porque seria um sofrimento a mais... Quem nunca viu um mendigo dormindo pelas calçadas!? Eu pelo menos já vi muitos, mas não pude fazer nada, e fiquei triste por isso. Mas vi e irei ver coisas que como nesse caso não poderei fazer absolutamente nada. Mas o fato é que notei o que muita gente fingi não ver, mas não calei e por mais que tenha sido pouca a minha citação nessa postagem, ela vem servir como reflexão. Porque nossos olhos são educados para não vermos o que não queremos, e Coletivo na medida do possível tenta mostrar suas inquietações, e ao mesmo tempo andamos fotografando... Isso nos faz bem, e nos deixa pensar que todos temos a possibilidade de ver o céu, a natureza, os animais, por mais que eles não tenham a condição de comprar uma roupa ou se quer uma casa podem olhar a qualquer hora do dia, ver as diferentes tonalidades, as diferentes incidências do sol sobre a beleza das flores, dos rios... Somos tão individualistas e focados em bem materiais, que não olhamos a pureza do chão, do reflexo na água... Mas nesta postagem mostramos que podemos ser diferente no pensar, no notar, na sensibilidade ao olharmos para frente, nos fixarmos só no ver e pensar no que iremos fazer, mas e se eu me atrasar!?! E se eu não fizer nada do que todos esperam!? E se eu sumir por um tempo!? E se andar fora da estrada para pedestre. Concerteza isso será a experiência mais fabulosa que alguém poderia viver, porque estamos tão acostumados com tudo programado que quando saímos da rotina ficamos perdidos, e achamos que não estamos ou merecemos estar vivos (mas que besteira!?). Haja desvaneio... Eu sou uma dessas... Que uma vez ou outra surta, simplesmente por ir contra as regras que são impostas sobre mim todos os dias, e as regras que eu mesmo me imponho, porque não é fácil ver que todos estão nesse mundo e com as vendas nos olhos. Quem se arrisca a viver fora da realidade aprende bastante, aprende a valorizar a vida, aprende a ter mais amor ao próximo, e ao mundo, por mais que isso pareça loucura, mas o mundo se resume em um indivíduo, e um individuo em várias pessoas, e com as varias pessoas construímos o que dizemos planeta terra, a terra que deveríamos olhar, a terra que deveríamos cuidar... Dizem que não adianta mais fazer nada com nós mesmos e nem com os outros, mas eu “ignorante” penso como um ser, que não é porque iremos morrer que não poderíamos fazer com que nossos dias fossem menos doloridos ao vermos determinadas situações... Então levantemos a bandeira da “acorde para a vida!” e faça sua parte, não culpe todos por esse erro, porque nessa parcela de todos esta incluso você... Lute pelos outros, lute... Mas lute por amor porque isso que faz a diferença.

FOTOS: EMI






    FOTOS: FIAMA


*Suzanne

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ROCK: SEXO PARA OS OUVIDOS!!

13 de julho Dia Mundial do Rock;


Por alguns é mau visto, por outros, assim como eu, é o melhor estilo já criado. Gritos, letras 'escandalosas' e revolucionárias, ao ritmo de guitarras e bateria, afinal, quem é o vilão da vez??!! Oh yeahh! É o nosso bom e velho Rock'n'roll, este que sempre foi sinônimo de rebeldia e atitude, sem regras, movido a sexo, drogas e liberdade, palavra mais forte, regada á múltiplas maneiras de chocar a sociedade.
Eis aqui seu breve histórico:



     Origens do rock:

Este gênero musical de grande sucesso surgiu nos Estados Unidos nos anos 50 (década de 1950).. Inovador e diferente de tudo que já tinha ocorrido na música, o rock unia um ritmo rápido com pitadas de música negra do sul dos EUA e o country. Uma das características mais importantes do rock era o acompanhamento de guitarra elétrica, bateria e baixo. Com letras simples e um ritmo dançante, caiu rapidamente no gosto popular. Apareceu pela primeira vez  num programa de rádio no estado de Ohio (EUA), no ano de 1951.



A rock na década de 1950 : primeiros passos
 É a fase inicial deste estilo, ganhando a simpatia dos jovens que se identificavam com o estilo rebelde dos cantores e bandas. Surge nos EUA e espalha-se pelo mundo em pouco tempo. No ano de 1954, Bill Haley lança o grande sucesso Shake, Rattle and Roll. No ano seguinte, surge no cenário musical o rei do rock Elvis Presley. Unindo diversos ritmos como a country music e o rhythm & blues. O roqueiro de maior sucesso até então, Elvis Presley lançaria o disco, em 1956, Heartbreaker Hotel, atingindo vendas extraordinárias. Nesta década, outros roqueiros fizeram sucesso como, por exemplo, Chuck Berry e Little Richard.
Os rapazes de Liverpool chegaram para sacudir o mundo, estabelecer de vez a cultura pop e fazer da música uma verdadeira revolução. Jovens e bonitos, logo caíram no gosto das mocinhas.
         Nessa época, outra banda iria estabelecer novos padrões para o rock. Agora, com uma atitude mais rebelde e agressiva e com um som mais pesado, com raízes no blues: os Rolling Stones. Numa jogada de marketing, a trupe de Mick Jagger era o oposto dos Beatles: nada de terninhos e sorrisos para a platéia, os Stones eram durões e encarnavam a rebeldia que se espera de uma banda de rock.
        

Depois... 
No ano em que os Beatles surgiram,os jovens continuavam procurando novos sons e formas de expressar seus anseios. Em 65, surge, na Califórnia o The Doors, liderado pelo gênio alucinado de Jim Morrison. Nessa época, as drogas eram comuns no rock, e Morrison foi um voraz consumidor, que acabou morrendo de overdose, aos 27 anos, em Paris. Outro americano que também foi fundo nas drogas e morreu de overdose, aos 27 anos, foi o gênio da guitarra Jimi Hendrix.
         Em meados da década, o movimento hippie estava a todo vapor, pregando paz, amor e sexo livre. Além de Jimi Hendrix, Janis Joplin era outro ícone desses jovens de cabelos grandes, batas e que usavam as drogas para expandir a mente. O maior evento dessa geração foi o Festival de Woodstock, que, em 69, reuniu milhares de jovens numa fazenda para três dias de música. É em Woodstock que Crosby, Still, Nash and Young toca para mais de 400 mil pessoas. Era a estréia de Neil Young no grupo, o bardo canadense, que já estava na estrada com o seu folk desde o começo da década.
         Mas, em Nova Iorque, no final dos anos 60, a história era outra. Um movimento artístico reunia atores, poetas, artistas plásticos e músicos, muitos deles gravitando em torno de Andy Warhol. E foi na Factory que surgiu uma das bandas que mais influenciaram o rock nos anos seguintes: o Velvet Underground. A banda conseguia juntar a poesia crua de Lou Reed, que falava de drogas, travestis e prostitutas, com arranjos experimentais e de vanguarda de Jonh Cage. Tudo isso, na voz melancólica da modelo européia Nico.

ROCK Anos 70 trouxeram psicodelia, glamour e punk rock. Os 80, um som gótico, dark, com melancolia no ar.
         A década de 70 estourou alguns movimentos que já estavam em prática nos anos 60. Um deles foi o chamado rock progressivo, que tinha composições de até 15 minutos, muitas vezes se aproximando da música erudita. Os músicos eram virtuoses, e o som, viajante. A banda mais famosa dessa época foi a Pink Floyd, que, no começo, tinha como letrista e guitarrista o insano Syd Barret, que logo foi afastado por causa das drogas. O Pink Floyd ficou famoso com álbuns como The Dark Side of The Moon e The Wall. Numa onda mais progressiva e menos pop, estavam bandas como King Crimson, Gênesis, Emerson Lake and Palmer, Yes e Love.
         Com um estilo completamente diferente, no qual tocar não era o mais importante e sim a atitude e a energia que se colocavam na música, estavam os Stoogues de Iggy Pop, que já traziam a semente do punk. Iggy Pop era o anti-herói do rock: franzino e mal-encarado. Xingava a platéia e cortava-se todo no palco, ficando coberto de sangue. As drogas estavam lá, claro. E pesadas. A banda formou-se em 67, em Michigan, e só gravou três álbuns.
         Outra vertente do rock dos anos 70 foi o chamado heavy metal ou sua quase alma gêmea: o hard rock. Aqui, roupas de couro pretas, cheias de tachinhas, cabelos compridos e guitarristas metidos a semideuses. Muitas bandas exploravam o tema do satanismo, o que arregimentava uma legião de fãs adolescentes. Foi daí que surgiram o Black Sabbath, de Ozzy Osbourne, Judas Priest, Scorpions, Iron Maiden, Kiss, Alice Cooper, AC/DC e muitos outros. O Led Zeppelin também trafegava nessa praia, com um pouco mais de poesia, o que traria uma das boas parcerias do rock: Robert Plant e Jimmy Page.
       Na Inglaterra, em 75, Malcom Maclaren, que já tinha sido empresário dos Dolls e era dono de uma loja de roupas que mais parecia um sex shop, forma a banda que seria um dos maiores fenômenos da história do rock: os Sex Pistols. Estava criada a base do movimento punk. Logo, camisetas rasgadas, alfinetes de segurança, cabelos coloridos, arrepiados ou ao estilo índio moicano eram a moda dos rebeldes londrinos. Os shows dos Pistols eram uma loucura, assim como as performances do vocalista Jonnhy Rotten (Joãozinho Podre, por causa dos dentes estragados) e do baixista Sid Vicious, que morreu de overdose, em Nova Iorque, aos 21 anos, acusado de assassinar a namorada Nancy Spungen.Com os Pistols, outras bandas punk aparecem. 
           Dessas, a mais importante foi a The Clash, formada em 76.
om certeza, as três bandas mais famosas nos anos 80 foram The Cure, The Smiths e U2. A Cure tinha aquele visual dark, só usava roupa preta, batons escuros, maquiagem e cabelos arrepiados. Era a rapaziada liderada por Robert Smith. The Smiths, considerada por muitos como a melhor banda dos 80, apostava no lirismo das letras de Morrissey e nas guitarras de Jonnhy Marr. Os irlandeses da U2 desde o começo traziam uma preocupação política nas letras como em Sunday Blood Sunday.
          Na Califórnia, os rapazes do Red Hot Chilli Pepers começam a estourar em 89, com um som pesado, às vezes misturado com hip hop. Mas o grande movimento da década vinha de Seattle. Garotos que não estavam nem aí para o visual, vestiam jeans rasgado, camisas de flanela quadriculada e faziam um som alternativo, em pequenos clubes e bares da cidade. O que parecia um movimento underground isolado, em pouco tempo, vira o mainstream, quando a pequena gravadora subpop lança, em 89, o primeiro disco de uns garotos que estavam começando. 


Kurt Cobain, líder do Nirvana
O disco era Bleach, e os garotos eram o Nirvana. Em menos de dois anos, a banda liderada por Kurt Cobain sai de Seattle para o mundo e, em 91, lançam o álbum mais importante da década: Nervermind. O grunge explode e vira moda e atitude para milhões de adolescentes. O movimento ainda tinha Pearl Jam, Mudhoney, Soundgarten e Alice in Chains, todas de Seattle. Pronto, a geração de 90 já tinha o seu som garantido e também o seu ídolo: Kurt Cobain. O casamento com Courtney Love, para muitos, fazia lembrar a história de Sid Vicious and Nany Spungen. O amor era grande, e as brigas, também. As drogas tornam-se cada vez mais constantes. Seguindo o destino trágico da família (dois de seus tios se mataram), o ídolo de milhões de jovens suicida-se aos 27 anos com um tiro de espingarda. Era o fim do grunge.


Biografias do rock que devem ser lidas:
Slash


"Ninguém pode realmente tocar  como qualquer outra pessoa a não ser  ela mesma. A imitação deve permanecer como uma etapa, para que um músico encontre sua própria  voz, mas nunca deve se tornar sua própria voz. Ninguém deve idolatrar seu ídolo a ponto de imitá-lo  nota por nota. A guitarra é uma forma de expressão pessoal demais pra isso, deve ser exatamente o que é: uma expressão única do músico."




Sinopse:
Do início da carreira à turnê da atual banda Velvet Revolver, conheça o homem e o mito - todas as lendas sobre sexo, drogas e rock and roll são reveladas ao longo de sua viagem desde a infância até o fim de uma das maiores bandas de rock dos anos 80. Os cabelos encaracolados bagunçados. A cartola na cabeça. O cigarro dependurado no canto da boca. Estas são marcas registradas de um dos maiores e mais irreverentes guitarristas do mundo, uma celebridade da música conhecida por um nome - 'Slash' - é tudo o que inspira o mito, o homem e a lenda.


"Eu tenho uma incrível tendência a ficar realmente chapado, saio pelo mundo e depois acordo em um hotel com uma prostituta do lado da cama, não me lembro de nada e nem sequer sei o nome da puta..." (Slash)


Você está lá quando Slash, aos 15 anos, ganha sua primeira guitarra de sua avó, e você também fica com o estômago revirado quando, no hospital, vê aquele sangue jorrar do pulso do Danny até o teto. E não podemos esquecer de quando o adolescente rebelde Axl Rose, pula de um carro em movimento só para não pedir desculpas.


"Ás vezes aparecem umas garotas no backstage dizendo 'Eu te amo'. Eu fico com vontade  de responder 'Queria, se você me conhecesse, você iria odiar até minhas malditas tripas!'  " (Axl Rose)

tempo que ele era super bonito

"Um monte de gente guarda sua raiva consigo mesmo por alguns dias. Eu prefiro explodir duma vez e foda-se! Eu poderia morrer no altar do rock. Seria  fácil morrer assim... As pessoas falam sobre o quanto é errado se drogar. talvez ela (drogas) fossem as únicas ferramentas que eu pude encontrar..." (Axl Rose)


The Doors:




A banda de rock The Doors, é com certeza um dos marcos musicais do século XX. Sua influência pode ser notada até hoje em diversos grupos musicais que dominam as listas de mais vendidos. E agora, pela primeira vez, os membros ainda vivos do The Doors, abrem seus arquivos e contam a história desse fenômeno musical. Com depoimentos reveladores, entrevistas antológicas e textos do guitarrista Ray Manzareck, esta biografia é, com certeza, algo que todos os fãs do bom rock n´roll esperavam para saber tudo sobre uma das maiores bandas de todos os tempos.


Livro Vida, de Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones.




Ele é, afinal, o próprio modelo do roqueiro bad boy: libertino, viciado em drogas, bluesman. Mas ele também é, como qualquer um que tem seguido a sua carreira sabe, extremamente inteligente, um observador atento das ilusões que impulsionam a máquina do Rock ‘n’ Roll. ”Eu não posso desatar os fios do quanto eu joguei da parte que foi escrita para mim”, reconhece ele. ”Eu quero dizer o anel de caveira, os dentes quebrados e o Kohl. Seria meio a meio?…A imagem é como uma sombra longa. Mesmo quando o sol se põe você pode vê-la…É impossível não acabar sendo uma paródia de o que você pensou que era. ”


Eternos do rock:
The Rev, baterista da banda Avenged Sevenfold, morreu em 28 de  dezembro de 2009.






Paul Gray, baixista do Slipknot, morto em 24 de maio de 2010.




Jimi Hendrix


Rock na forca!!


Pensaram que eu não iria falar neles, né?? Engano seu. Pois é, o ano de 2010 foi marcado pelo surgimento  do tal "Happy Rock", e até onde sei o rock nunca foi tão colorido como quando surgiu a banda Restart, os pais deste bendito estilo: uma evolução de teletubs que hipnotizou uma legião de menininhas e boyzinhos adolescentes, levando-os a usarem franjas 'meladas' caindo sobre o rosto, óculos coloridos, calças tão apertadas que poderiam rasgar-se com qualquer movimento friamente não calculado, e pra finalizar, tênis mega colorido, tipo, azul, laranja e verde-me-cega. Putz! Que diabo é isso??!! Cheguei a ver uma entrevista na Mtv, onde um dos integrantes disse que uma das inspirações era a banda Guns'n'Roses... HAHA! Adoraria ver Axl Rose comentando á seu doce modo a respeito do assunto... 
Só faltou ele dizer que os caras do Slipknot deveriam                                                                                              usar máscaras de ursinhos... Ah, vão tomar no C*!!  É o que roqueiros de verdade dizem! Fuck Off! Aqueles  que usam preto com muito orgulho e o honram curtindo sons de qualidade. Que happy rock que nada! Não digam uma dúzia de besteirol em rede nacional, antes, informem-se sobre o que realmente é ROCK IN ROLL!


OK, agora o Coletivo Psicodélico irá curtir uma sonzeira, viva ao Rock!

Emmi

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Valentine's Day: O amor está... FORA DO AR!!!


 P.S: DESCULPEM O ATRASO DESTA POSTAGEM, ESTÁVAMOS COM PROBLEMAS TÉCNICOS.

 12 de Junho??! Eis um dia em meu calendário que passa basicamente despercebido todo ano, não seii pra você que está lendo, né?*  DIA DOS NAMORADOS, sim e daí? Tenho 20 anos e tive só um namorado até agora, e não durou muito tempo. Eu tinha 17 anos e não raciocinava tão bem quanto hoje, e como já dizia o professor Girafales: "Eu só me enganei uma vez... Quando pensei estar enganado." (tudo bem, meus relacionamentos não vem ao caso, eu acho). Enfim, eu nem era apaixonada por ele. E não acredito muito nesse negócio de amor, esses de filmes e novelas principalmente. As pessoas são muito estranhas, estranhas ao cubo! "Muitas coisas mudaram!", minha mãe sempre diz... Agora são as mulheres que convidam os homens pra sair, e eles, por suas vez, ainda se fazem de difíceis em alguns casos... Mas tudo bem, se a montanha não vai até... É... É... Não seii o resto da frase ou provérbio, sei lá... 





Onde estão aqueles caras que mandam rosas com um bilhetinho perfumado contendo uma linda mensagem? Ou aqueles que preparam um jantar bem caro e chique, com direito á luz de velas e tudo mais, hein???! São bichos raros, quase extintos, mas creio que ainda existam. Só não me perguntem onde, e se souber onde estão, me avisem! rsrs. Me perguntei:" O que vou fazer neste dia se não tenho um namorado???!, Ahh, pensei em várias coisas, tipo, desenhar o cara perfeito em uma folha de papel, ou montá-lo com recortes de jornais e revistas, pelo menos pro dia passar mais rápido, e não funcionou muito, mas belê! Imaginei uma saidera, pra qualquer lugar, ou lugar nenhum á procura de um gato de botas ou um mísero sapo encantado, quem sabe. Mas lembro que os melhores momentos da vida são feitos de acasos... Fiquei em casa mesmo. Comendo besteira. Pelas barbas de Merlim! Por que que os garotos são tão complicados??? Ou será que somos nós, garotas??? Mas é bom ser sozinha, solteirona na parada, sair a hora que quiser, com quem e pra onde bem entender... Curtir um bom e velho rock'n' roll na city em algum beco diagonal da cidade, de vez em quando... Já me criticaram por esses pensamentos, e até me perguntaram se eu era lésbica, o que não tem nada a ver em querer estar solteira. A pergunta foi totally idiota. Enquanto não encontro o meu yang, vou levando minha pacata e divertida vida, numa boa, zen, zen, zen... Este ano esta data foi perturbadora, realmente. Em outdoors tem coisinhas fofas e cheias de coraçãozinho e propaganda de perfumes caros. Nas lojas tem bichinhos de pelúcia e flores compondo as vitrines, e até os manquins ficam mais próximos uns dos outros... No ônibus, na calçada, na praça, no shopping, na rua: sempre tem um casal comendo um espetinho de gato e dando uns beijinhos. Será que Deus está me testando e eu ainda não saquei a jogada???? SERÁ? Eram exatas 00:36 quando escrevi esta postagem e não apareceu nem a desgraçada de  uma fada madrinha numa droga de carroça ou abóbora encantada... Uma velha me oferecendo uma maçã envenenada...  Ou pelo menos três porquinhos... É, sou azarenta mesmo, isso nem me surpreende. Como diz Nelson Rubens: "OK! OK!", desisto desta postagem. Já chega, né?! Era pra ser fofo e blá blá blá... Pra quê?? Acabamos quebrando a cara! O lado bom é que apesar das quedas sempre amadurecemos, e isso torna-nos fortes pra levantar e tentar novamente. CANÇÕES TRISTES PARA AMORES SUJOS!! 
Não vi melhor frase para dar um ponto final nesta postagem, então sem mais nem menos, escolhi esta:
                   " Amar é ser fiel a quem nos trai." 
                                                    (Nelson Rodrigues)
                                       


EMii'

segunda-feira, 13 de junho de 2011

VAMOS LÁ, GALERA, PARA A...

 

 

 

 

Marcha da LIBERDADE.

informações
Eis a Marcha da Liberdade. Para todas as pessoas que não calam e que ainda acreditam na liberdade de expressão. Para todos os movimentos sociais, por moradia, por terra e por uma vida melhor. Contra o racismo, contra a homofobia. Para todas associações de bairros, partidos, anarcos, usuários, oprimidos em geral. Ligas, correntes, grupos de teatro, dança, vagabundos, grafiteiros, operários, feministas, coletivos sonoros, vítimas de enchentes, corjas de maltrapilhos e outros afins.


Para todos aqueles que condenam a brutalidade. Todas organizações, coletivos, blocos, bandos bandas que não calam diante da criminalização dos movimentos sociais e da pobreza.


Todos e todas que não suportam mais violência policial repressiva. Que não aguentam mais a caretice proibicionista que proíbe atos, festas e boemias. Que constrói rampas anti-mendingos. Que patrocina uma polícia assassina e violenta.


Que tenta calar a marcha da maconha e não coíbe os skinheads, nazistas de continuarem a agredir LGBTs, nordestinos, pretos e outras maiorias.


Que reprime trabalhadores e professores. Que aumenta o valor do transporte público. 


“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.” – Cecília Meireles
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Dia 18 de junho. ( sábado )
Concentração na praça da bandeira as 14horas.              
obs: saída e chegada da  MARCHA DA LIBERDADE na praça da bandeira.


PRESENÇA CONFIRMADA DO COLETIVO PSICODÉLICO!!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cara ou Coroa??


Sempre quis escrever algo sobre "andar de ônibus", eis aqui uma ótima oportunidade:
Andar de ônibus é uma das atividades mais loucas que acompanha minha rotina a exatos três anos. No ônibus a gente vê e ouve cada coisa... Eu sempre estou atenta, sempre tem algo interessante em cada viagem, principalmente quando tem uma galera conversando sobre rock e eventos, e dentre isso rolam aquelas fofoquinhas ou besteirinhas básicas. Tem aqueles papos de namorados, rolos e ficantes, e os momentos depressivos de um suspeito ou confirmado chifre, inclusive, já vii até um cara muito bêbado desabafando em voz alta a respeito do assunto, o que foi bem hilário... No meio de tudo isso tem uma situação que sempre me aborrece muito: Aquele bendito indivíduo com seu celular de "último lançamento", OMG! Ainda bem que consigo me controlar nessas horas, pior mesmo é quando a música é um brega, ôhh ritmo insurportável! Dá-me paciência, e o dono do celular fica se achando o gostosão do pedaço, sorte a dele que eu não ando armada, isso sim! (HAHA!); Um amigo meu já fez coleta pra comprar um fone de ouvido para um cara desses, pra poupar os nossos ouvidos desta tortura sonora. Foi uma belíssima atitude!
O ônibus que eu pego é assustador, sempre está muito lotado, e tem aquele empurra-empurra, gente suando á beça, com perfumes variados, mulheres com aquelas bolsas enormes que ainda por cima ficam no rosto da pessoa que está sentada; Sem esquecer do clima, um sol "gostoso" de 1 hora da tarde... E a pior de todas as partes: tem aqueles homens que usam camiseta e possuem axilas em estado "degradável"... Um minuto de silêncio pelos abusos de axilas á pessoas baixinhas, sendo eu uma dessas vítimas! Apoie esta campanha e indique perfumes e desodorantes de ótima qualidade para estes indivíduos, pelo amo de Joplin!
























Tem dias que o motorista e o cobrador ouvem cada coisa, ás vezes eu acho até merecido e nas outras  eu fico rindo, o que não faz muita diferença. Tem motorista que sabe que não cabe mais ninguém, mas continua parando, já ouvi muito as frases: " hey, motorista não cabe nem a tua mãe mais aqui!", "Quer quebrar o ônibus, doidoooo!??" e " Motorista, cabeça de booooooooooiiii!" (esta última eu estava em Belém). Estas frases são as mais frequentes. Com o cobrador é sempre a questão do troco. Certo dia meu vizinho deu uma nota de vinte reais e a cobradora teve um chilique ou ataque de nervos, como queiram... Acredito que ela estava de TPM, o que era mais provável! Ah, sim lembro de uma situação muito engraçada, na qual o cobrador disse à uma moça que o cartão de meia-passagem não estava disponível, e a passageira disse que iria correr atrás de seus direitos e que também chamaria a polícia para prender o cobrador...Histérica...  Aquela garota tem sangue quente, como dizem por aíí.
Eu sempre na minha... Observando... Cada dia vejo pessoas diferentes, algumas parecem ser interessantes, outras nem tanto... Uns com aromas agradáveis, outras não quero nem relembrar (tenho trauma)*... Uns bem estilosos... AHAA! Cheguei onde queria nesta postagem! UHUUU! Não sei muito bem se era um cara ou um coroa, vou optar pelo coroaa. Vi o coroa perfeito: Estilo pirata... " QUE DIABO É ESTILO PIRATA, EMI?" , Vou te dizer, companheiro (caramba, pensei que nunca usaria essa palavra do Lula), parece mentira, mas semana passada quando eu voltava da universidade, lá estava eu no ônibus, sentada (por incrível que pareça!), e meus olhos acabaram por encontrar uma criatura totalmente estranha, pela qual me interessei muito, parecia até um dos personagens do filme 'Piratas do Caribe', era o coroa mais louco que já!! Devia ter uns 60 anos mais ou menos, me amarrei nele... Sou amante do diferente... Ele era loiro, alto, magro, bonito e sensual! HAHA! A parte do bonito e sensual é brincadeirinha! Hum, ele usava de 3 á 4 argolas em cada orelha, argolas de tamanhos variados, umas bem grandes por sinal. Trajava uma camisa bem diferente e xadrez, tinha cabelos longos e ondulados, bem cuidaddos por sinal... Nem seiii bem contar o resto... O ônibus passou em frente á uma lanchonete e eu me senti hipnotizada pelo cheiro de comida, devo admitir, pizza é uma de minhas paixões; neste momento me desconcentrei e perdi de vista o Jack Sparow, uma galera se levantou e ficou bem na minha frente... Eu nem consegui me despedir daquele coroa, por enquanto ele foi a pessoa mais interressante que já  vi em um ônibus. E continuo fazendo minhas pesquisas e anotações , observando em meus dias de caos dentro dessas latas de sardinhas...
E você, já passou por um momento sem-noção dentro de um ônibus??! Comenta aeee para o Coletivo Psicodélico.

(EMI)'



segunda-feira, 25 de abril de 2011

ARTENTADO FUTURISTA 2011! AGUARDEM!!!

Como surgiu o Coletivo Psicodélico?!!? (versão EMi)'

EU A CONVIDEI OU EU A CONVIDUEI?






Parece até história de amor, daquelas de cinema (quase inacreditável). HAHA. Nunca tínhamos nos visto e demoramos a nos notar. Eu era totalmente bobinha (mas nunca inocente demais), e andava com uma menina nada a ver comigo, mas não porque eu queria a bendita como amiga, o fato era que ela havia colado em mim que nem chiclete em sola de sapato ou pior!! Michele e Suzanne já se conheciam, sentavam bem na frente e foi ali, naquele instante que eu me apaixonei, sim, não vou negar! Eu me via totalmente excluída da sala de aula em alguns momentos, talvez porque todos fossem normais além da conta e eu sempre fui amante do inusitado e diferente. Mas eu tinha certeza que um dia elas também perceberiam que ali na frente não eram os seus devidos lugares e que assim me encontrariam lá no fundão, e foi exatamente o que aconteceu. E olha que nem acredito em destino, mas isto é irônico ás vezes. Michele se sentou em uma das últimas cadeiras , sempre com um visual meio sombrio e misterioso e é claro, muito calada, bem tímida. Me sentei ao lado dela e tentando uma aproximação, perguntei se ela gostava de rock, pensei que aquela conversa iria fruir rapidamente, mas não obtive bons resultados, sendo que ela disse apenas "SIM" e nada, nada mais . Eu fiquei sem reação, mas fiz outra pergunta, comecei a falar de algumas bandas, pra saber se ela curtia e a resposta foi "NÃO". Pensei... SIM E NÃO, ela não diz nada além disso, não estava sendo da forma que imaginei... Depois desta mini-conversa eu não tinha dúvidas, Michele tinha que ser minha amiga, ela é tão estranha quanto eu, concluí. Suzanne, em um bate-papo com Michele, perguntou quem eu era e que estilo de som eu curtia, e Michele logo lhe disse que eu amava rock, o que despertou o interesse de Suzanne, ela que sempre foi muito ligada á música e tinha em mente formar uma banda composta apenas por garotas, pelo fato de arriscar de vez em quando no vocal e algumas notas no violão, e foi então que teve a idéia de nos chamar para fazer parte de sua façanha e como de costume, após as aulas, sentávamos embaixo de uma árvore ,que eu, por acaso intitulei-a de Teobaldo, para os íntimos Teo. A partir daí este local e o La Fontaine (localizado na universidade) tornaram-se o point de nossas reuniões. E de imediato tornou-se rotineiro buscar um nome para a nossa futura banda, e nesse intervalo de tempo levávamos nossas idéias  escritas em um papel, e discutíamos qual seria a melhor. EURECAAAAA!!! Em uma das listas havia um nome bastante chamativo: PSICHO ROACH. A idéia veio dos meus últimos neurônios, sendo que eu adoroo baratas! 
Desde então, nos compreendemos, nossas idéias se complementam e acabamos deixando a banda de lado e começamos a produzir videoarte para a disciplina de Arte e Tecnologia e foi o momento certo para concluírmos que somos um Coletivo Psicodélico e daí surgiram múltiplos planos, sendo um deles este blog e outro o evento 'Artentado Futurista'. 














Formado por três acadêmicas do curso de Artes Visuais (turma 2009) da Universidade Federal do Amapá, o COLETIVO PSICODÉLICO surgiu com o intuito de mostar as vertentes das artes visuais e as possibilidades de trabalhar a mesma em nosso estado, incluindo em específico: videoarte, performance, instalação, intervenção sonora, fotografia e música; contribuindo ao mesmo tempo para este cenário que não tem sido reconhecido como deveria, e desta maneira, colocamos em prática o que sentimos sobre determinadas situações, experimentando diversas formas de inovar, não deixando de lado em momento algum, nosso lado questionador, esquisito e extremamente psicodélico. Moldamos imagens á nossa maneira, deixando o espectador buscar os pensamentos necessários, pois somos amantes do invisível, portanto, instigar a imaginação das pessoas é um dos nossos maiores objetivos!
E nesta história não posso finalizar dizendo " E viveram felizes para sempre... porque hoje não é primeiro de Abril, neah galera!




EMI¨

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Na calçada




Andando nas calçadas vemos de tudo: mendigo, homens, mulheres, crianças, animais, objetos perdidos, lixos, chicletes que grudam no sapato... Mas em todas as calçadas que andei nunca havia notado aquela moça que deslizava sobre as linhas onduladas, na policromia que se resumia em preto e branco, fundindo-se como etnias.
Isso me levou a um êxtase estético nunca imaginado antes, porém, todo aquele ambiente não teria o mínimo sentido se não fosse à presença dela, porque todos os dias ela fazia o mesmo percurso, sendo no inverno ou no verão, trocando sempre os seus modelitos, acompanhado por seus diferenciados sapatos.
Foi assim que passei a observar com mais atenção os seus passos, seus movimentos e a forma como andava. Percebi que sua presença me dava uma tremenda felicidade, que antes era imperceptível e agora os meus olhos estão atentos só a ela, que com simples gestos acabou por me conquistar.
            Um dia me enchi de coragem e fui ao seu encontro, pois sabia onde e a que horas ela estaria lá, isso tornava minha vida mais intensa e cheia de esperança. Pois esse alguém poderia se tornar minha futura namorada.
Então foi assim que se sucedeu o tal encontro, mas com algo inesperado. Porque ela não apareceu, e eu fiquei angustiado por ter esperado tanto tempo pra me decidir, e nesse período descobri que a moça dos meus sonhos sofreu um acidente, e por esse motivo não apareceu a aonde eu esperava, pois a garota foi arremessada por um veículo dirigido por um bêbado, que não prestou socorro, mas as pessoas que por ali passavam ajudaram no resgate, chamando sem espera uma ambulância, então passaram-se um longo período sem vê-la.
E com o passar dos dias a minha tristeza só aumentava. Mas o que durou pouco, pois descobri qual hospital ela estava, e decidi me aproximar e demonstrar as melhores intenções.
Logo quando entrei no quarto que ela se encontrava internada, percebi que passava a ela um sentimento de medo, pois como nunca houvera tido contato comigo, colocou-se de maneira retraída, mas depois de estar ao seu lado um dia inteiro, reconheceu que eu não queria apenas ser seu amigo, e que só pelo fato de ter tido a consideração de fazê-la companhia, ela começou a me ver de maneira diferente, pois quanto mais conversávamos percebíamos que tínhamos muito em comum, mas logo a noite se foi, e por isso tivemos que deixar o bate-papo pra depois...
Eu tendo aumentado o meu sentimento, e ela descobrindo o quanto foi representativo a nossa longa e prazerosa conversa, resolvemos mantermos cada vez mais contato, passando a nos encontrar mais vezes, o que me facilitou em pedi-la em namoro.
Pois era notável que já havia conquistado seus carinho e sua atenção, e o que fez eu consegui com sucesso tal ousadia.
E após tantas conversas, descobri que ela também me observava na calçada em que eu a admirava. Transformando esse romance ainda mais fabuloso e imaginável, em uma história, que não só se resumiu em simples olhares, mas também em conversas, transparentes, e descobertas que com o tempo só aumentava o sentimento um pelo outro...
Mas isso não acabou por aqui... Cada um tem a possibilidade de construir sua história, sua rota de vida. Então aqui damos o inicio... E você é quem dá o final. Podendo ser como nos contos de fadas, ou mostrando todos os contratempos de um individuo normal. Caberá a você decidir!

*suzanne e Emi





                                          

terça-feira, 22 de março de 2011

EM BREVE: ARTENTADO FUTURISTA 2.0

Se você perdeu a primeira versão, fique atento para a segunda, os preparativos já estão sendo feitos, e aqui você pode dar sugestões para este evento inusitado! Caso você tenha uma banda ou toque fale com a gente, ou então se tiver algum trabalho artístico e que se sinta a vontade para expor em nossa salada artística, nos comunique! Aqui estarão todas as informações e novidades do evento, enquanto isso, vão fazendo um aquecimento! 





O coletivo agradece aos nossos colaboradores desde já.

Emii'

sábado, 19 de março de 2011

Falando em videoarte

Podemos ver a vídeoarte como uma nova maneira de se trabalhar, de romper barreiras, indo a um patamar mais elevado, em se tratando de uma linguagem diferenciada.  Ela entra no século 21 renovando o cenário do vídeo. Seja pelo seu uso de mídias interativas, seja pela descompartimentação das linguagens artísticas, atraindo um número de artistas de outras mídias cada vez maior, principalmente das artes plásticas.
Contudo apresenta mais que um mero recurso de produção, alterando na sua forma de percepção de imagens, gerando trabalhos absolutamente inquietos e híbridos.
Na vídeoarte os artistas em suas produções, predominam com discussões sobre a relação do homem com seu próprio corpo, com o outro, e reflexões sobre os efeitos da glogalização, ou envolvem outras idéias.
No caso do Coletivo Psicodélico - trabalhamos de forma a nos envolver com os nossos sentimentos mais escondidos, com nossos anseios, frustrações, medos, vontades, engajando um vídeo bem mais repleto de imagens e sonoridade, que tentam levar o espectador a ter uma imaginação fértil e criadora. Levando uma nova relação do caótico cotidiano que nos envolve e transforma em sinuosas viagens para lugares não conhecidos...

Videoarte: Coletivo Psicodélico




Pois Solange Farkas, diz: “A videoarte tem como característica flertar de maneira intensa como outras linguagens. È essa certa promiscuidade, criticada pelos conservadores, que lhe dá essa força.”
Usamos dessa linguagem como uma forma de procurar novos caminhos, de experimentação, de novas ferramentas. Ampliando o nosso discurso poético.
Cada artista constrói sua linguagem, reunindo referências que lhe parecem mais significativas, sendo a mesma articulada segundo suas concepções pessoais...
Então indicamos como leitura o documentário que registra diversos momentos de videoarte no Brasil e fora dele, inclusive cita o Festival Internacional de Arte Eletrônica (que só acontece a cada dois anos) – que nasce junto com a produção de vídeo no país - que já se realizou no Sesc Pompéia/São Paulo em 2001, pela associação cultural vídeobrasil, e envolve o público de linguagem audivisual, servindo de ponte entre os vários artistas brasileiros e o mundo, sendo nacional e internacional. Pois o documentário aborda as várias facetas da videoarte, esclarecendo e mostrando o território das linguagens artísticas, e suas possibilidades dentro da tecnologia.
Por isso não tem como não citá-lo, falar em videobrasil é falar sobre Arte eletrônica.
Aqui vai um dos trechos: “(...) Falar sem palavras. Falar a si mesmo, ao outro. Arte, linguagem não-verbal de força estranha que ousa, se aventura a tocar a assuntos que podem ser muitos, vários, infinitos, do mundo das coisas e das gentes. São invenções do persistente ato criador que elabora e experimenta códigos imantados na articulação de significados. Sua riqueza: ultrapassar limites, processuais, técnicos, formais, temáticos, poéticos. Sua ressonância:  provocar, incomodar, abrir fissuras, a época geram linguagens ou cruzamentos e hibridismo entre elas.(...)”
“Uma câmera na mão, uma idéia na cabeça”. Em contrapartida, “Às vezes apenas uma câmera na mão e nenhuma idéia na cabeça”. Na lógica da linguagem eletrônica, forma não é nada, imagem é tudo.”
De certa forma coloca-se citações, contaminações e breves reflexões a respeito da videoarte, que deixa seu legado através do passar dos tempos. Levando-nos a ter como referência histórica e para melhor entender essa linguagem o artista americano Gary Hill, que funde arte e tecnologia. Foi ele quem       criou nos anos 70 esculturas de som, e Rafael França, pioneiro da videoarte brasileira, que dedicou-se ao meio expressivo e a criar caminhos  criativos, para organizar idéias plásticas e acústicas do nosso meio.
Podemos dizer que os videoartistas nos enriquecem com diferentes tipos de recursos utilizados com muita criatividade, sensibilidade e técnica. Viva a todos nós!!!!! Viva a videoarte!!!!!

Algumas definições:
Video: “(...) o termo vídeo corresponde ao latim “eu vejo”... Correspondendo às imagens eletrônicas reconstruídas ou codificadas na forma de linhas sucessivas de retículas luminosas, destinadas a monitores ou aparelhos receptores de televisão( em circuitos abertos, semi aberto, ou fechado)(...)” fonte: CUNHA, Newton. Dicionário Sesc:a linguagem da cultura. São Paulo: Perspectiva: Sesc São Paulo,2003,p.669.
Videoclip: “É uma conjunção rítmica entre imagens e música. (...) Um conjunto em que predominam sensações visuais e auditivas livremente concebidas e de atenção difusa”. Fonte: CUNHA, Newton. Dicionário Sesc:a linguagem da cultura. São Paulo: Perspectiva: Sesc São Paulo, 2003, p. 671-672.

*  suzanne