POR QUE ESTE BLOG ?

Minha foto
Macapá, Amapá, Brazil
Bem-vindos ao blog do Coletivo Psicodélico!Aqui vocês podem acompanhar um pouco dos nossos trabalhos experimentais voltados para as diversas vertentes que permeiam as Artes Visuais,discutindo,refletindo, questionando, e trocando idéias entre os produtores do ramo,apreciadores e aqueles que tem afinidade com o mesmo,podendo trocar idéias baseadas em obras desenvolvidas dentro da vídeoarte, performance, fotografia e instalação, e o que tem predominado no blog: Os escritos cotidianos... Sintam-se á vontade para criticar e sugerir, estamos aqui pra isso, e somos assim, eternas aprendizes. Abraços de Emmi Barbosa, Fiama Glíssia e MAPIGE, as pisicodélicas que fazem parte desse coletivo.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

PALAVRAS CRUZADAS


Cada vez mais nosso corpo se distancia da terra...é o que nos leva a pensar mais sobre espaço, existir e sentir, e que pode-se até dizer que todo o universo se concentra na cabeça e no rosto, sendo observado na linguagem da TV. O mundo televisivo faz parte do no cotidiano, e nas Artes não será diferente... A contaminação foi inevitável, sentimos em cada cor, em cada textura, em cada obra... Seria a conseqüência do desenvolvimento do homem... Mas É possível recuperar o sentido da veracidade liga à natureza: Utilizando-se de espécie de ritos, fazendo-se valer no nosso dia-a-dia, com formas inusitadas e pela viagem ao universo do inconsciente, e renovando-nos como individuo, a identidade corporal vai se destacando, permeando o espaço, fazendo-se presente de maneira a dar vida ao corpo de forma sensorial, onde movimentos passam a ser destaque. Pois utilizamos como base o Butô, uma linguagem ao qual utiliza-se de expressão corporal... Idéias como a força dos pés, poderão servir como um sugador da energia vital (será uma das partes que manterá contato com a terra), e do quadril. Outras partes também irão ser pontos instigantes para o desenrolar desta performance.





















Entre o corpo e o espaço, entre o espaço e a vida. O individuo com seu toque, com sua leveza, preenche o vazio, alterando o cotidiano, chegando ao seu limite, ao meu limite. Onde forçosamente alongar-me até não poder agüentar mais meu corpo... Latejar e gritar de dor, assim vou sentir-me mais vivo, e alterando os vazios, os “meus vazios”, fazendo uma junção entre o ser e o espaço, entre o sentir e o ver, uma forma que conecta-me ao meu mundo interno, onde faço feitos... Ao qual posso imaginar essa ligação ficando mais forte, entre eu e minha mente, e tudo ao meu redor... Vida, esperança, virtuosidade vibrará sobre mim, espírito de calmaria, me farão ir além desse corpo que chega a ser desconfortante, que me prende e que me impede de poder flutuar, minha elasticidade presente se volta em torno do meu “eu” e solta-se, livra-se de mim. E agora sim com o Butô relaxo, sobre essa imensidão que vai além do corpóreo... Assim me acalmo.
(By: Suzanne)








*Suzanne

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mergulhando na penseira em um dia de chuva...


    Boneca dos olhos delineados de preto, singela meiguice que encanta e envolve um mundo em negrito... Árvores sem folhas, céu abominável, sem estrelas, escuridão divina dividida com o luar... Mergulha no mar e busca tuas memórias, mande um postal das profundezas, machucando, tropeçando no granito, amarre o cão de três cabeças. Doce boneca, disfarce sua sensibilidade , enxugue as meras lágrimas, em seguida, pise no lenço, rasgue-o, esqueça... Assim como a quebra de pensamentos. Um brinde ao ódio, linda boneca dos lábios vermelhos, faça o convite e sirva uma dose de veneno... Irônica você... Em bruto e interessante estágio de metamorfose, provando da instigante dança do acasalamento, explorando o limite dos hormônios até o último segundo... Abra as asas, pouse nas montanhas escuras, lá onde a luz do sol nunca alcança ou ilumina. Triste boneca de várias faces, queimando as bruxas interiores á beira de uma pequena fogueira... Alguém te conhece?? NÃO. Você, cara boneca, é muito misteriosa, ousa desafiar a própria sombra, de personalidade sombria, mesmo estando sóbria... Corte os pulsos á beira do hospício, doe um neurônio a um alguém desconhecido... Boneca psicodélica dos três olhos delineados de preto, agora envolva os lábios com o batom roxo, e por favor, não trema!! Divida seus segredos com seu reflexo, aquele lado ainda escondido, mascarado, obscuro... Aquele que apenas eu tenho o miserável acesso... Finja até a "garota da capa preta" chegar em seu unicórnio negro e agressivo, sem avisar, como sempre. Segure os acessos de raiva, mostre seu sorriso, boneca de pele morena e macia, e no mais inesperado orgasmo, renda-se e diga que objetos de plástico não tem sentimentos.



EMMI'

Ei N-T-T, essa é pra você!

foto por EMMI

Pode até ser impressão minha, mas a música 7 de todo cd sempre é uma das melhores (se não for a melhor). Um dos meus guitarristas preferidos é o “SEVEN”do Slipknot. Coincidências ou não, minha melhor amiga faz aniversário dia 7 de dezembro! 21 anos ae ! E 21 dividido por 3 é igual a 7. Eis então, a postagem para homenageá-la, querida amiga Núbia Tuck, que me atura a exatos 11 anos, e a quem agradeço por fazer parte da minha vida louca: Gracias! (P.S: O espanhol nunca foi meu idioma preferido, enfim...)
Parece que foi ontem que eu conheci essa guria, uma pessoa que considero muito, muito mesmo, devido à sua simplicidade, sinceridade e bom gosto para música, pois ela é uma das amantes do Rock’ n’Roll, assim como eu e todo o coletivo Psicodélico. Uhu!! A Núbia é mais que uma amiga, é basicamente uma irmâ, eu a considero pra caraio, é com quem posso contar em qualquer momento, tendo certeza que ela sempre vai me fazer sorrir, da mesma forma que eu a faria...
Ah, se eu fosse contar toda nossa história... Putz, eu lançaria um livro... Já passamos por poucas e boas, heim! Sempre levando tudo numa boa, com um sorriso Colgate sempre! O humor é nossa melhor arma, acreditem! Enfim, eu fiz um bolinho de lama e vou mandar pelo Sedex... Rsrsrs... Zoeira!! Parabéns, figuraça! Ainda bem que você fez logo 21, assim não me sinto tão véia, Né? Torço pelo seu sucesso, acredite em você e siga o poder do Rock... É nós!
Obs.: Meu presente pra você: Eu ae em Sampa!

BUNNY WIGGLE, T.M.

EMMI'

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um dia não é como o outro!!!

Todos os dias temos uma rotina diferenciada e nos encontramos quase sempre nas aulas com as mesmas pessoas, mas no meu caso, encontro com a Emi e Mick, o que hoje já está sendo normal nossos cumprimentos de mão e ombro... O que antes era alvo de críticas e risadas entre nossos colegas. O caso era que pelo fato de sermos mulheres não deveríamos nos cumprimentar daquele jeito, e sim de maneira cordial, de maneira a ser espécie de damas; criadas para sermos donas de casa, prendadas, sabendo cozinhar e satisfazer a quem colocar-se a nossa disposição, ou no caso formasse família.



Os velhos “oi” ou como “vai” já mudaram para o Coletivo Psicodélico faz tempo, dificilmente chegaremos apenas balançando as mãos de longe sem contato, sem as velhas piadinhas de “toca... deixa que eu toco sozinha”, ou “e aí!?”, ou “falae”... Vemos que se tornou como um ritual, e antes de qualquer coisa, ou até mesmo sentar na cadeira da sala para assistir aula fazemos o que podemos chamar de “toques psicodélicos”. Então os dias são melhores quando não se tem um cumprimento como uma espécie de obrigação, ou como se você estivesse formulado aquele boa tarde, bom dia, boa noite sem muita indicação de que se pode haver uma diálogo mais consistente e sem nenhuma emoção, e sim podemos ver nossos “apertos de mãos” como  uma forma de companheirismo. E sem querer saímos do “padrão” mostrando pra nós mesmos e pra sociedade que podemos estar sendo educados e sem necessariamente estar agradando aos outros. Pois agradamos a nós mesmos. E o mais importante, firmamos nossa amizade e a nossas produções como Coletivo, mulheres e seres humanas inseridas dentro da sociedade.











*Suzanne


domingo, 20 de novembro de 2011

Quer mais?


Paper T.

 Esses dias tenho procurado por um emprego, ou como sempre digo, um trampo. Pensa numa coisa difícil, eu hein! Fiz currículum e tudo o mais... Mas sempre tem a pergunta-chave da vez. “Tem experiência??” Aff!! Essa questão é sagrada. Por que não me perguntam: “você ta bem?”, “Como vai?” Mas quando... Então vou contar-lhes minhas, algumas, de minhas experiências...
(...) Já roubei laranja do quintal do vizinho, me pendurei em árvores, cutuquei ninho de abelhas, matei formigas, criei baratas, tirei carrapatos do cachorro, escorreguei na calçada com espuma de sabão, apertei campainhas e saí correndo, passei trotes, caí da bicicleta, levei tombos andando de skate e patins, paguei micos, peidei na sala de aula, colei nas provas de física e matemática, coloquei chiclete na cadeira da professora de química, fiquei de castigo, escrevi nas mesas da escola, apagava as luzes dos banheiros, gostei de um professor, amarrei o cabelo igual ao da chiquinha, peguei piolho, usei roupas do avesso, me atrasei, dancei, fiz amigos, me apaixonei, pedi um cara em namoro, levei foras, fiz barquinhos de papel, origamis variados, escrevi em diários, anotei datas importantes, grifei frases inspiradoras, li livros, aprendi, decorei fórmulas, calculei adição, subtração, multiplicação, divisão, dei um nó no cérebro... Beijei, abracei, sofri, menti, chorei, tomei banho de chuva, pisei em cocô na rua, pixei meus tênis, usei meia furada, dormi sem tomar banho, assisti filmes, desenhos, programas e noticiários, discuti com minha mãe, briguei com meus irmãos, desenhei, pintei, gritei, suei, fiz performances, perdi amizades, fui roubada, enganada, escutei o mesmo refrão da música mil vezes, me queimei com velas, fritei ovos, comi doces até dar dor de barriga, fui pra faculdade, fotografei a lua, o sol, eu mesma... Dormi debaixo da cama, tive medo dos trovões fui em shows de rock, cantei até ficar rouca, disse palavrão, pintei as unhas de preto, roxo, rosa, azul... Realizei sonhos, guardei segredos, tirei xerox, sorri, contei piadas, zoei até o amanhecer, dormi com cachorro no meio do mundo, adotei gatos, corri das galinhas, me assustei com palhaços, enfiei o dedo no bolo, quebrei espelhos, adoeci, emagreci, me afoguei, fiquei bebaça, me machuquei, tomei remédios, criei estórias, contei, caminhei, namorei, me decepcionei, me sujei com sorvete, inventei, dei gargalhadas, fiz guerra de pipocas, cortei o cabelo, usei salto, andei descalça, gastei quando não devia, achei moedas no chão, paguei, viajei, refleti, causei e resolvi problemas, ensinei, desobedeci, agradeci, usei o banheiro masculino, varri a casa, visitei lugares, desafinei, esqueci momentos, guardei lembranças, tentei voar, peguei ônibus errado, passei fome, derramei e enxuguei lágrimas, comi gelatina de morango, falei besteiras, novidades, fofocas... Pulei muros, martelei o dedo, cacei minhocas, rolei na lama, tive medo, acordei cedo, fui à festas, aniversários, casamentos, eventos, pedi carona, comprei bobagens, produzi, fiquei envergonhada, travei, senti borboletas no estômago, me vesti estranho, me descabelei, me estressei, borrei a maquiagem, errei... Tomei decisões certas e erradas, trabalhei, surtei, cansei, ganhei bichinhos de pelúcias, perdi oportunidades, cuspi, sangrei, passei batom no dente, fiquei de cabeça para baixo, deixei o arroz queimar, tive medo do escuro, cuidei, me abaixei, levantei, subi, desci, corri, enfrentei, arranjei cicatrizes, costurei, me envolvi, fiquei, acessei a internet, ganhei mesada, cortei o dedo, lambi a tampa do iorgute, colei a língua na pedra de gelo, fiz brigadeiro, saboriei a lazanha, a salada e a feijoada arretada da mamãe, pulei corda, grafitei, odiei os outros e a mim mesma, tive atitude, segurei a vontade de falar xixi, usei brinco, me engasguei com espinha de peixe e caroços de azeitona, cozinhei, amei, rezei, critiquei, caguei, vomitei, esmaguei insetos, salvei animais, observei o céu, contei estrelas, gaguejei, emprestei, brinquei de amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, e jogo da velha, andei de trem , montanha-russa, roda gigante, carrosel, avião, bike, ônibus lotado... 

 


 Amadureci, agitei ao som de Nirvana, encarei desafios, superei obstáculos, perdi e ganhei, atravessei a faixa quando o sinal estava vermelho, disse gírias, pisquei, arranquei cabeça de bonecas, suspirei, me vinguei, me curei, convidei, surpreendi, me emocionei, acalmei, derrapei, sujei, fui contras as regras, exercitei, resmunguei, dei conselhos, virei as páginas, tirei zero a dez, fiquei nua, disse sim, não, valeu, cai fora, até mais, desculpa, não foi eu, deixa pra amanhã, eu quero, eu vou... Eu posso? Devo? Nego? Fiz sombras à luz da lanterna, cochilei em palestras, torci, evoquei a ‘Loira do banheiro; olhei pelo buraco da fechadura, joguei futebol, vôlei, video-game e basquete, montei quebra-cabeça; espremi espinhas e bolhas de catapora, tropecei nas patas, mordi o hambúrger com muita vontade, fiz bigode ao beber o leite, passei perfurmes variados, comecei, vibrei, terminei, mediei, superei, enfrentei, desisti, voltei, atrasei, cheguei, misturei, investiguei, resisti, mudei de idéias, opiniões, fui pior, melhor, nojenta, cruel, ignorante, cara-de-pau,alegre, triste, inocente, sexy, brava, egocêntrica, curiosa, azarenta, misteriosa, brincalhona, engraçada, desastrada, perigosa, menina, mulher, ousada, sem limites, feliz por completo!

TRAVIS MILLARD - NOSE BLOOD - DRT 013


 (...) Comi até não aguentar, colecionei pôsteres, me viciei em chocolate, coca-cola, orkut e blog, baguncei tudo, toquei, deixei a carne pular do prato, enxuguei as mãos na toalha da mesa, empinei pipa, saí, mergulhei na imaginação, fui estranha, teimosa, depressiva, escandalosa, fugi da igreja, fiquei entendiada, enfrentei o perigo, levei choques, liguei palavras, dei descarga,filmei, registrei, insultei, pensei muito, muito, muito... Esqueci o relógio, a senha, os nomes, lembrei de dizer ‘Te amo pai, mãe, família, amigos, paixões!’ Cheirei flores, plantei árvores, idolatrei, brindei, chamei atenção, busquei o melhor, fui forte, fraca, inteligente, burra, idiota, pedi ajuda, esqueci do absorvente, curti, traguei, apaguei parte do passado, rasguei correspondências, dei apelidos, títulos, nomes, não arrumei o quarto, tive inimigos, trios, duplas, colegas, enlouqueci, duvidei, testei, consegui, segui, jurei, prometi, confundi, tracei planos, belisquei a sobremesa, me babei, fui boa, má, ciumenta, tive dor de ouvido, de cabeça, de cotovelo... Orgulhosa, atrapalhada, vândala, sinistra, ativa, passiva, inquieta, psicodélica, vaidosa, feia, bonita, assustadora, malandra, fui no parque, na praça, visitei o teatro, o circo, centros culturais, barracas de cachorro-quente e batata-frita, vi a cidade em seu caos, ouvi a sonoridade do Rio Amazonas, pesquei brisas, respirei rapidamente, inovei, imitei, usei, tive prazeres, conheci pessoas, me escondi, vi o pôr-do-sol, tentei espirrar com os olhos abertos, cantarolei debaixo do chuveiro, tirei meleca do nariz, roí as unhas, cortei minha pele, bebi detergente, passei pimenta nos olhos, colei chiclete no cabelo, prendi moscas num copo, fiz pacto de catchup, furei o pé, apontei lápis de cor, risquei, arrisquei, rabisquei, apresentei, atendi, desliguei, me esgotei, continuei, parei, fingi, fugi, perguntei... Tem experiência??!!
            Se tudo que fiz até agora não são experiências o suficiente, eu nunca terei uma oportunidade de emprego. A vida, em si, é uma grande (única) experiência... Que não sabemos o quanto vai durar, mas é “eterna” enquanto dura! São esses pequenos fragmentos, que unidos, formam o que costumam chamar por aí de felicidade. (...)


MATS !? - TROGLODYTE - DRT 032



EMMI'

terça-feira, 8 de novembro de 2011

5 de novembro: 21 primaveras e uma breve biografia




Meus pais sempre quiseram ter uma filha... E conseguiram na 3ª tentativa. Meu nome seria Helena, homenagem à minha vó, mas o intrometido do meu tio chegou primeiro e usou o nome em uma de suas pimpolhas. Camila, Olivia, Emily... Pelo menos em nenhum momento meus pais pensaram em ‘Maria’... Ufa! Noemi Barbosa dos Santos. Nome diferente, meio esquisito. Barbosa de mãe, Santos do pai. Eis a criatura que o médico teve que dar umas palmadas e minhas primeiras palavras deveriam ter sido “Rock in Roll, baby”! Cinco de novembro, mais um dia no calendário, sábado, não tem aula e é meu aniversário de 21 anos, cara, to ficando véia (rs), preciso de uns drinks, “é que logo agora, vai começar a história...” Hum, ficar bêbada? Não seria má idéia...


Um pedacinho de mim... M/m
Vindo de uma pequena cidade à qual todos intitulam “interior”, sim, e lá que mora nossa querida Emi’, em Santana (Amapá). Emi, personalidade forte, quando as coisas não a agradam ela chuta mesmo o balde e manda todo mundo se f**. O mundo perfeito, rosa e cheio de borboletas da Barbie não pertence à sua vida. Com seus três irmãos, invadiu o universo masculino jogando Super Mário e descobrindo golpes de luta incríveis, quando, por exemplo, deu um chute no estômago de um de seus irmãos, deixando-o sem ar. “Eu pensava que depois da escola seguiria a carreira de artista de circo... mas, esse sonho acabou quando caiu de cabeça na raíz da árvore preferida, a ameixeira. Sei, é um pouco triste, um momento marcante da minha vida e talvez eu tenha perdido um ou dois neurônios nesta aventura. E o circo não seria uma boa... Tenho medo de palhaços.”
Sempre andou com os esquisitões da sala de aula, o diferente sempre a atraiu.  Odeia patricinhas, e usar salto, há! “Acho que meus pés foram adaptados exclusivamente para tênis. Pés escrotos pra caramba!” Quando ganhava bonecas, brincava uns três dias depois arrancava a cabeça e todo o resto, jogando pelos cantos. Diferente de quando ganhou a 1ª bicicleta, mesmo sendo rosa. “Nossa foi um tempo radical, aprendi a andar no mesmo dia, com uma quedas básicas, aquela bike era minha paixão (memórias)".


Até os sete anos possuía uma inocência encantadora de um verdadeiro anjinho. Aos oito/nove, perdeu sua auréola e a trocou por um belo par de chifrinhos, hehe! Emi, a pequenina nerd, guiada por um dos irmãos  adolescentes, conheceu a banda Nirvana, e o poder do rock dominou suas veias, mudando sua pacata vida. “Quando escutei ‘Smell Like Teen Spirit’ me senti fora do normal, sem explicação, senti liberdade extrema. E eu precisava conhecer aquela banda, parecia que nada mais me importava... Eu queria ser rebelde, pintar as unhas de preto, rasgar meus jeans e falar palavrão mas, não o fiz (hoje faço!). “ Mais tarde Guns’n’Roses, Raimundos, Coldplay, Pitty, Placebo, Korn e outros, faziam parte dos sons que Emi passou a curtir.


Conheci minha melhor amiga em 2000, Núbia, no mesmo ano em que nasceu meu terceiro irmão, Felipe (Amo-te!) “Quando eu a conheci foi muito engraçado... Nós tínhamos mochilinhas de urso panda (eu ainda tenho a minha!) Já vivenciamos cada momento louco, é incrível, nossos ‘Ki-s’ se completam perfeitamente! Começamos a descolar umas bandas, até hoje compartilhamos isto. Hum, inclusive, em janeiro de 2012 eu irei visitá-la em São Paulo! uhuh! Vai ser fodástico do começo ao fim!”
“Já pensei em ser uma aeromoça, uma nutricionista, professora... No 3º ano do ensino médio isso não saía da minha cabeça. Conheci as pessoas mais loucas da cidade, meus queridos e inesquecíveis amigos da turma 2008, saudades!” Risos, bagunças, travessuras, colas, pichações, amor... Não faltam. “Acabei passando no vestibular, Artes Visuais (licenciatura), quem diria...” Atualmente, Emi, em companhia do Coletivo Psicodélico, descobriu seu grande foco. Tem um romance com um estudante do curso de matemática e pretende montar uma banda com suas melhores amigas, Mick e Fiama. E se Justin Bieber lançou sua biografia, por que eu não poderia?!
 

sábado, 15 de outubro de 2011

E se??

E se o mundo acabasse hoje? E se alienígenas invadissem o nosso planeta? E se o céu fosse preto e as nuvens fossem feitas de algodão doce? E se abolissem o preconceito? E se os homens engravidassem? E se 1+1 fosse igual á 3? E se o único estilo musical fosse o Rock? E se a natureza fosse preservada? E se morássemos no fundo do mar? E se não sentíssemos fome? E se ganhássemos abraços grátis diariamente? E se tivéssemos poderes mágicos? E se robôs nos dominassem? E se não houvesse tristeza? E se Sílvio Santos fosse o presidente do brasil? E se ocorrese a terceira guerra mundial? E se fôssemos imortais? E se tudo dependesse de um simples abraço? E se o ovo nasceu primeiro que a galinha? E se ainda existissem os dinossauros? E se todos fossem vegetarianos? E se a pessoa que amamos decidir nos amar de volta? E se Deus não existir? E se chover sapos de chocolate? E se dinheiro fosse totalmente descartável? E se a felicidade alcançasse a todos? E se Eva não tivesse comido o fruto proibido? E se o Mário não salvasse a princesa? E se não houvessem famosos? E se Lady Gaga não fosse tão estranha? E se os animais falassem? E se as mulheres tivessem bigodes? E se ninguém usasse roupas? E se os mortos ressuscitassem em um lindo dia de verão? E se os vampiros e lobisomens fossem reais? E se não houvesse gravidade? E se a lua fosse feita de queijo? E se fugíssemos da realidade? E se falássemos a mesma língua? E se todos frequentassem museus e galerias de Arte? E se não compreender? E se pudéssemos voar? E se todas as palavras fossem ligadas? E se o seu Madruga pagasse os 14 meses de aluguel atrasado? E se Tom pegasse o Jerry? E se tudo fosse fácil? E se a grama do vizinho for mais verde do que a minha? E se déssemos uma volta ao mundo? E se for minha culpa? E se existissem príncipes encantados? E se Vegeta fosse mais forte do que o Goku? E se todos os sonhos fossem realizados? E se pedir desculpas fosse a única opção? E se Leonardo Da Vinci não tivesse pintado Mona Lisa? E se reescrevermos toda a história?


E se eu?
E se você?
E se nós?
E se não tentar?
(...)


Emmi

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Coletivo Psicodélico na Marcha da Liberdade.

Tivemos a oportunidade de participar de um momento muito representativo para Macapá, momento em que nós lutamos pela liberdade de expressão, de escolha, por terra... contra o racismo, grafiteiros, feministas, vítimas de enchentes, contra a homofobia, LGBT´s... e outros. Sendo organizado pelo Coletivo Palafita, onde apresentamos mais um trabalho do Coletivo Psicodélico,de maneira a marcar nossa passagem durante o percurso percorrido.
      
Utilizamos do espaço com nossos corpos e alguns componentes, como retalhos de tecido, cola (em goma) maneira a construir um ambiente não conhecido pelo público ali presente. O que muitos achavam que poderiam ser um ato feministas, nada mais era do que idéias voltadas para o ato da liberdade, o que fazíamos ali qualquer pessoa poderia fazer, mas os laços capitalistas, vedados por pensamentos preconceituosos, impediam com que fosse levados pelo instinto de viver.

A performance se construiu em meio àquela  euforia, no aglomerado, e qualquer pessoa ali presente poderia intervir no trabalho e fazer parte da obra. Foi um grande desafio para o Coletivo Psicodélico, pois ainda não tínhamos desenvolvido uma poética nas ruas, sendo que há uma imensa preocupação em vários sentidos, um deles é como o público vai reagir diante da obra, interpretar a ação, e por isso, deve-se ter embasamentos teóricos suficientes para defender as propostas que se apresentam na performance.

Esta performance (Sem título), foi realizada por três performers: Fiama, Emmi e Mapige, e consistia num discurso relacionado á construção de identidades, girando em torno da nossa cultura e os costumes que adquirimos de outros lugares e acabamos por adicionar em nosso cotidiano, por isso, optamos  por  utilizar retalhos de tecidos diversos, em vários tons. Éramos como uma peça de argila, na qual o espectador, por sua vez,  modelava á sua maneira, colando os retalhos em todo o nosso corpo. A cola foi produzida á base de goma de tapioca e cola branca, sendo a tapioca um dos elementos da culinária da região norte do Brasil. Começamos a realizar a performance antes da marcha iniciar, tiramos nossas  roupas, e todos que estavam lá começaram a se aproximar com muita curiosidade e apoiando nossa liberdade de expressão, expandindo o valor da arte em nossas vidas, quão importante é este prestígio do público para com nossas obras. Com a saída da macha, fomos amarradas uma à outra com cordas, o que começou a instigar vários discursos de muitas pessoas, como o feminismo que já foi citado. Estávamos descalças e o trajeto foi aos poucos se tornando doloroso e muito cansativo, juntas com outras pessoas que também acreditam num mundo mais livre e sem opressão, onde a arte é uma das peças fundamentais.



























* Emi e Fiama

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mergulhando na penseira


"As trevas...
um mundo de inquestionáveis,
Dominados por um ser que nem sabem que existe...
Ele caiu por expressar sua opinião,
e os seres vangloriam o alto andar,
Sem questionar!!
Quando vão se rebelar??
Apenas um teve coragem,
E foi severamente punido por querer ser diferente.
Tudo por míseras carnes!!
Será que é errado expressar suas opiniões??
Eis o mundo se debatendo em agonia, diante de tudo que são contra
Nem ao menos percebem que os estão seguindo...
É realmente genial,
criador do mundo atual."

(Kaká, um dos seguidores do blog do Coletivo Psicodélico)*

E para quem quiser fazer parte do Mergulhando na Penseira, mande seus textos para o meu e-mail: emmibarbosa@gmail.com

Emmi'